Aurora Imprevisível

No momento atípico de pandemia, nossas vivências se fecharam. Para os artistas, seus ateliês tornaram-se refúgios, transformando-se em mais do que locais de trabalho, tornaram-se locais de respiro. No interior desses ambientes, restringidos por paredes, buscaram então uma ressignificação do que consideramos ser o “espaço” – conceito que por si só tem a capacidade de representar algo ilimitado.

Na exposição AURORA IMPREVISÍVEL, esse confinamento se desdobra em amplitude e a partir das produções de um grupo de artistas/pesquisadores contemporâneos, integrantes do Programa de Pós-Graduação em Artes do Instituto de Artes da UNESP, vemos o alvorecer dessa nova relação com os processos de percepção e criação.

Tais produções, capazes de engendrar interações diferenciadas, perpassam três camadas principais de “espaços”: primeiro, os espaços da cor – superfícies que se projetam para além da camada fixa ao suporte, dispondo um modo de interação por meio da sua visualidade e materialidade extrapoladas; em seguida, o espaço da memória, aquele que se apresenta impregnado pelas ruínas humanas, sejam elas na paisagem ou no corpo; e, por fim, os espaços do corpo em si, tomados como suas formas ou inter-relações, apresentando o que se coloca exteriormente a ele ou, subjetivamente, em seu interior.

A exposição AURORA IMPREVISÍVEL trata-se, portanto, não só da busca por um diálogo entre o artista e seu confinamento, mas também da procura pelas possibilidades de uma nova criação pós-pandêmica – nascente e ainda incerta, imprevisível em seus desdobramentos, mas caracterizada pelas expansões revitalizadas desses artistas e das formas como se relacionam com seus locais pessoais de criação e de corporificação de seus trabalhos.

Luciana Nicolau
Curadora

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