Fábrica de Arte Marcos Amaro

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Fundação Bienal de São Paulo leva exposições, oficinas e exibição de filme para o Museu FAMA a partir de abril

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O projeto Bienal no Território Paulista – Arte Contemporânea e Patrimônio Cultural realiza atividades gratuitas no Museu a partir de 1o de abril

Itu, 30 de março de 2026 – A Fundação Bienal de São Paulo realiza, em abril e maio, a mostra Bienal no Território Paulista — Arte Contemporânea e Patrimônio Cultural, iniciativa que leva ao interior do estado atividades gratuitas nas áreas de artes visuais, audiovisual, preservação patrimonial e formação cultural. Realizado com recursos do Fomento Cult SP — ProAC ICMS, programa do Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o projeto aportará em Itu a partir de 1o de abril, em parceria com o FAMA Museu.

A programação tem início com a abertura da exposição fotográfica no FAMA Museu, às 11h do dia 1o de abril. A mostra reúne imagens que percorrem a história da Bienal de São Paulo desde sua primeira edição, em 1951, e permanece em cartaz até 31 de maio. No mesmo dia, às 19h, o projeto promove a exibição do documentário A criação da Bienal, de Carlos Nader, seguida de roda de conversa aberta ao público. O filme revisita as origens da instituição e seu papel no cenário da arte moderna nacional e internacional, com depoimentos de nomes como Aracy Amaral, Agnaldo Farias e Paulo Herkenhoff.

Além das mostras e da programação audiovisual, o projeto contempla um ciclo de oficinas e formações ministradas por equipes da Fundação Bienal de São Paulo. Em Itu, as atividades se estendem pelos meses de abril e maio, com datas em 25 de abril, 2 e 9 de maio, e são voltadas a artistas, educadores, jovens aprendizes e gestores culturais. O programa de formação está estruturado em três eixos. O primeiro, conduzido pela equipe do Arquivo Histórico Wanda Svevo, apresenta conceitos de conservação e digitalização de acervos documentais, comênfase na preservação de documentação iconográfica, como fotografias, slides e negativos.

O segundo eixo consiste em uma conversa sobre expografia, com foco nos processos de elaboração de projetos expográficos e sua adaptação a edifícios históricos, tendo como referência o próprio Pavilhão Ciccillo Matarazzo. O terceiro, coordenado pela equipe de educação da Fundação, aborda os processos de criação das publicações educativas das Bienais e a organização de equipes de mediação em exposições. Todas as oficinas são gratuitas e têm capacidade para grupos de até 20 pessoas.

Em linha com o compromisso de democratização do acesso à cultura, todas as atividades, como oficinas, formações e exibição do documentário, são gratuitas e abertas à comunidade. A sessão do filme em Iguape acontece ao ar livre, com Cinemóvel, ampliando o alcance a públicos que não frequentam habitualmente espaços culturais fechados.

Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, o projeto Bienal no Território Paulista nasce do entendimento de que a missão da Fundação não se encerra nos limites do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. “Ao levar a Itu não apenas fotos históricas, mas o saber acumulado ao longo de mais de sete décadas de Bienais, em conservação, expografia e educação, afirmamos que a arte contemporânea é um campo vivo de formação e troca. É com esse espírito que chegamos ao território paulista”, afirma.

“A parceria com a Fundação Bienal partiu do Curso Museu Escola, promovido pelo Programa Educativo do Museu FAMA em 2025 e aprovado pela EFAPE, que levou mais de 250 professores das redes públicas e privadas, além de alunos do curso de Pedagogia do CEUNSP, para visitarem a 36a Bienal de São Paulo, e também recebeu palestrantes da Bienal no curso realizado em Itu.”, afirma Emerson Castilho, diretor educativo do Museu FAMA. “A escolha do Museu FAMA para integrar o projeto Bienal no Território Paulista demonstra a maturidade do museu ituano em se articular com os principais centros de arte contemporânea do estado, com destaque para a Bienal de São Paulo e a Trienal de Artes de Sorocaba”, conclui.

Ao final do projeto, o conjunto fotográfico exibido nas exposições serão ferecido aos acervos das instituições parceiras, garantindo que o patrimônio simbólico da Bienal permaneça nas próprias cidades contempladas. Cada instituição receberá ainda um kit de conservação e um equipamento de digitalização para dar continuidade às práticas aprendidas nas oficinas. O projeto conta com recursos de acessibilidade em todas as atividades, incluindo textos com fontes ampliadas e intérpretes de Libras.

Confira a programação:
Fábrica de Arte Marcos Amaro
01/04, 19h — A criação da Bienal, de Carlos Nader, com roda de conversa
25/04, 8h–12h — Formação — Publicações educativas e equipes de mediação
02/05, 8h–12h — Conversa sobre expografia: Processos de elaboração de projetos expográficos e adaptação a edifícios históricos
09/05, 8h–13h — Oficina com o Arquivo Histórico Wanda Svevo — conservação e digitalização de acervos documentais

Sobre a Fundação Bienal de São Paulo
Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas, cujas ações visam democratizar o acesso à cultura e estimular o interesse pela criação artística. A Fundação realiza a cada dois anos a Bienal de São Paulo, a maior exposição do hemisfério Sul, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior. A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico. Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil.

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